Livros em saldo

Estão a decorrer campanhas de Natal em várias livrarias. Infelizmente, a maioria não é do meu agrado. Umas são complexas, várias há que beneficiam pouco os compradores, uma ou outra beneficia apenas alguns. Assim, decidi abster-me de escrever sobre qualquer uma delas.

Aproveito apenas para informar que,  vai realizar-se uma liquidação dos stocks existentes nas antigas instalações da Livraria Buchholz (Rua Duque de Palmela nº 4, Lisboa). Com início no próximo dia 1 de Dezembro. E que  o grupo editorial Saída de Emergência actualizou a sua lista de livros com 40% de desconto.

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Lançamentos literários

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Os livros do ano

Os livros de 2009. Ver no Guardian.

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“Não posso estar aborrecido com o Carteiro de Neruda”

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«Não posso estar aborrecido com o Carteiro de Neruda. Por três ou quatro razões: está traduzido em mais de trinta idiomas, todos os anos se reedita, em muitos países ensina-se nas escolas e nas universidades – e sabe porquê? Porque aos professores custa-lhes muito fazer interessar os alunos pela literatura e este livro trata de amor, humor e poesia e os professores sentem que os alunos entendem a força da poesia lendo este livro; por isso, primeiro ensinam-lhes este livro e depois podem ensinar-lhes materiais mais complexos, Pessoa [olha para o livro sobre a mesa], Rilke. Outra coisa boa deste livro é que foi levado ao cinema por Michael Radford, foi nomeado para cinco Óscares e foi um sucesso mundial. Por tudo isto tenho a maior das simpatias e o maior dos amores por este livro. O resto da minha obra não compete com este livro, mas sim acompanha-o e agradece-lhe.»

Antonio Skármeta, autor da obra literária O Carteiro de Pablo Neruda, numa entrevista à Notícias Sábado.

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Shortlist do Bad Sex in Fiction Award 2009

 

Foi anunciada a lista de finalistas do Bad Sex in Fiction Award, um prémio literário anual, que premeia obras pelas más passagens sobre sexo.

No Telegraph, Simon Norfolk analisa a arte de escrever cenas de sexo. No Guardian, podem ser lidos excertos das obras que fazem parte da shortlist do prémio, em que se encontram As Benevolentes, de Jonathan Littell, A Morte de Bunny Munro, de Nick Cave, Rhyming Life and Death de Amos Oz e The Humbling, de Philip Roth. E Sarah Duncan  publicou um texto em torno da questão “onde está o bom sexo na ficção?.

Aproveito para fazer referência a um texto publicado na webpage da editora Tor, SpecFicSex, de Jason Henninger, sobre o sexo na literatura fantástica.

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Ficção Científica para jovens adultos, um guia de leitura

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Depois do guia de leitura de Fantasia para jovens adultos, que referi aqui, Megan Crewe publicou outro guia de leitura para jovens adultos, desta vez no âmbito da  Ficção Científica.

Dos livros sugeridos, aparentemente, apenas três estão publicados em Portugal.  A Cidade das Sombras, de Jeanne DuPrau, para quem aprecie cenários de evolução de sociedades, como Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago e A Estrada, de Cormac Mccarthy. Engenhos Mortíferos, de Philip Reeve e Em Nome do Amor, de Meg Rosoff, para quem gosta de ficção científica militar, como Soldado no Espaço, de Robert A. Heinlein.

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Os piores livros da década

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aqui tinha referido a lista dos melhores livros da década do The Times. Na altura desconhecia a outra lista. O jornal elegeu, também, os cinco piores livros da primeira década do século XXI. Esta  lista inclui O Código da Vinci, de Dan Brown e O Segredo, de Rhonda Byrne.

Embora não seja claro se o The Times considera O Código da Vinci como um dos melhores livros da década ou um dos piores. Uma vez que, o livro aparece em ambas as listas. Na lista dos melhores ocupa a décima posição, na dois piores a primeira.

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Fantasia para jovens adultos, um guia de leitura

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No site da editora Tor, Megan Crewe publicou um guia de leitura para jovens adultos,  no campo da  Fantasia. Das sugestões, infelizmente, O Livro dos Mil Dias, de Shannon Hale e Danças na Floresta, de Juliet Marillier parecem ser os únicos livros publicados em Portugal. Crewe sugere essas duas obras a jovens adultos que gostem de reinvenções de contos populares, como A Bruxa de Oz, de Gregory Maguire.

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“O gozo destes livros está na sucessão de códigos e segredos para desvendar”

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«O gozo destes livros está na sucessão de códigos e segredos para desvendar, que são sempre diferentes. Se vir bem, os leitores do Ian Fleming nunca se cansam do James Bond. E os livros do James Bond também são todos iguais. Os martinis, as raparigas bonitas, as cenas de acção, etc. Eu acredito que o truque para contar uma boa história é dar ao leitor o que ele espera, mas de uma forma inesperada. Toda a gente sabe que no fim o James Bond vai desarmar a bomba e ficar com a miúda, mas ainda assim queremos saber o que é que ele faz antes de chegar até ali.»

Dan Brown, numa entrevista a propósito de O Símbolo Perdido, publicada no Bibliotecário de Babel. No mesmo blogue, está disponível para leitura uma recensão sobre o livro.

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Livros que definiram a década

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Cem livros que definiram a primeira década do século XXI. Ver no Telegraph.

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